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Mundos Submersos: Os Reinos Inundados Da Era Glacial

Mundos Submersos: Os Reinos Inundados Da Era Glacial

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A mais de 12 mil anos o degelo da última era glacial produziu ondas catastróficas que mudaram vastas áreas da Terra antes daquilo que consideramos o início da história. Áreas costeiras riquíssimas, aquecidas o bastante para que povos antigos estabelecessem sociedades civilizadas foram transformadas num mundo submerso.

Ao largo da costa ocidental da índia leituras de sonar revelam duas extraordinárias cidades submersas. Cada uma com 25 km2 que foram inundadas por volta de 7.000 anos atrás. Até agora mais de 2000 mil artefatos foram recuperados do fundo do mar. Esta pode ser a civilização mais antiga já encontrada no mundo.

A quase 6.500 km2 no Japão, os mergulhadores descobriram um círculo de pedras de tamanho gigantesco. Ele pode ter sido esculpido por um povo misterioso que habitava estas ilhas a mais de 12.000 anos. Perto dali, ao largo de Twain, muralhas submersas imponentes foram descobertas recentemente. Até o final da era glacial, esta estrutura ficava acima da água, no trecho de terra que ligava Twain a China. Porém não há rastros da civilização que a construiu.

Passei uma década percorrendo o mundo atrás de pistas sobre as origens da civilização. Ao fazer isso segui, ocasionalmente, alegações altamente especulativas. Algumas das quais percebo agora me levaram para bem longe do alvo. Isso atraiu muita crítica, algumas até merecidas. Mas nenhuma delas me convenceu de que não havia um grande capítulo faltando na história primitiva do homem.

A ciência diz que já existiam humanos como nós a 100 mil anos. Mas até agora a arqueologia só conseguiu achar indícios em direção a civilização por volta de 10 mil anos atrás, com o surgimento da agricultura. O que me deixa intrigado então é o que teria acontecido nos 90 mil anos anteriores?

Há visão convencional diz que por volta de 5.000 anos atrás o homem começou a desenvolver uma arquitetura monumental e as primeiras cidades de forma independente e coincidentemente foram surgindo no Egito e no Mediterrâneo, na Mesopotâmia e logo depois na Índia. Mas agora se admite que as origens da civilização se estendam milhares de anos além, no passado, chegando ao final da era glacial.

Porém, estranhamente, os arqueólogos não consideram a inundação que ocorreu no mesmo período e que pode ter escondido indícios importantes. Já é hora de desafiar esta opção.

Durante a era glacial, grandes área da Terra estavam cobertas de gelo com 3 kilômetros de espessura. Quando o gelo derreteu, milhões de litros de água foram liberados em 3 cursos distintos, entre 7 e 17 mil anos atrás. O nível do mar aumentou quase 120 metros, inundando áreas baixas e produzindo a massa de terra que conhecemos atualmente. Uma área maior que a América do Norte e a Austrália juntas, com clima favorável, onde a civilização poderia florescer, desapareceu para sempre. Isso poderia explicar porque as histórias preservadas por centenas de culturas falam de uma grande inundação que destruiu uma grande civilização. Da perda de Atlântida, a Nóé, liderando seus casais de animais até a arca, as pessoas transmitiram estas histórias oralmente por milhares de anos. Mas os estudiosos alegavam que eram fantasias.

Com os avanços tecnológicos, a arqueologia subaquática consegue investigar estas áreas do mundo submerso do fim da era glacial. Contudo a maioria dos arqueólogos marinhos procuram naufrágios, não os rastros submersos de uma civilização perdida que eles não acreditam que tenham existido. Acho que há espaço para uma abordagem independente.

Não sou cientista mas um jornalista e não tenho o apoio financeiro de um instituto marinho. Mas a minha busca já começou a produzir indícios que desafiam fundamentalmente a visão convencional. O começa da agricultura e os primeiros assentamentos. A primeira arte, as origens da religião e as tradições espirituais mais antigas. Em suma, os primórdios da civilização.

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