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Batalha Pelo Planeta (Origins: Battle For The Planet)

Batalha Pelo Planeta

Detalhes

  • Série:
  • Não faz parte de nenhuma
  • Duração:
  • 47 min.
  • Idioma:
  • Dublado em Português
  • Qualidade:
  • Ótimo
  • Produzido:
  • Wall To Wall
  • Apresentador:
  • -
  • Visualizações:
  • 4.237
  • Código:
  • 547

A vida na Terra começou a evoluir a cerca de 4 bilhões de anos, e a tendência é pensar que nós, seres humanos, somos o auge da evolução, governantes naturais do planeta. Mas e se fossemos aniquilados no início da nossa jornada evolutiva?

Pode soar como ficção científica, mas cientístas do mundo todo acreditam que isso quase aconteceu. A meio bilhão de anos, antes que houvesse seres humanos ou macacos, nosso primeiro ancestral lutou pela sobrevivência num mundo estranho.

Só agora conseguimos enxergar o quão perto estivemos de perder esta guerra. A derrota teria mudado o curso da evolução para sempre, e o mundo ficaria repleto de exércitos de criaturas bem além de nossos piores pesadelos.

A 500 milhões de anos atrás a Terra era um inferno com oceânos. Estes oceânos abrigavam um mundo secreto, fértil e cheio de vida estranha de aparência extraterrestres. Como exemplo os super-artrópodes encouraçados, os comedores de carniças, além de outros, todos batalhando pela vida,

Neste período ocorreu a explosão cambriana. Repentinamente muitas espécies surgiram e os cientístas tentam até hoje explicar por que isto ocorreu. O Dr. Simon Braddy vai oferecer uma possível explicação: a predação. Os organismos começaram a comer uns aos outros. É o início da corrida armamentista e foram 3 os finalistas: os vertebrados, com esqueleto interno e medula espinhal; os artrópodes, com esqueleto duros e membros articulados; e os moluscos, criaturas com o corpo mole e que podem ou não ter concha.

A grande pergunta a ser respondida pelo documentário é: Como chegamos até aqui? Como vencemos esta batalha?

A resposta a esta pergunta começou a tomar forma nas montanhas rochosas do Canadá. Elas forneceram a pista para a compreensão da nossa vitória sobre os artrópodes e moluscos, e de como era a vida quando a corrida armamentista começou. No passado, a meio bilhão de anos atrás, as montanhas eram mar. Hoje as montanhas são feitas de uma rocha chamada xisto e está repleta de fósseis. Veja alguns fósseis de animais muito estranhos.

E veja o fóssil de uma picaia, um animal com 2 a 3 centímetros de comprimento, que é o nosso ancestral mais distante. Ela possui uma espinha dorsal, mas não tem esqueleto interno. A picaia na verdade foi o grande azarão da corrida armamentista, porque era praticamente indefeso, mas a verdade é que peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos só existem hoje porque ela venceu a corrida.

Todos os fósseis foram levados para o Museu de Toronto. São 120 mil no total. Entre eles estão os fósseis da eumétia, uma refeição da época, mas de que animal? Do Anomalocaris, um grande predador do período, que chegava a 1,5 de comprimento. Na verdade eles foram os primeiros grande caçadores do mundo. Todos faziam parte dos mega-artrópodes, os dinoeucarideos. Eles estavam bem a frente na luta pela dominância do mundo. Os molusco eram pouco desenvolvidos e os vertebrados nem existiam.

Como o picaia, sem defesas físicas, conseguiu sobreviver aos mega-artrópodes? Com estratégia de sobrevivência, enterrando-se na lama ou vivendo no meio de um berçario de artrópodes

Na verdade pode ter existido um dinoeucarideos que poderia desenterrar o picaia da lama.
O picaia esteve a beira da extinção e poucos apostariam que ele ganharia a corrida armamentista.

Depois de 30 milhões de anos o picaia estava extinto, mas ele havia transferido seus genes. Os artrópodes continuam liderando a corrida armamentistas, mas neste período tem inicío a era das super-lesmas.

Agora estamos a 440 milhões de anos atrás. Vamos viajar para a África do Sul e estudar uma grande camada de fósseis. Nestes fósseis estão registrados dentes, pertencentes aos conodontes, descendentes do picaia. Eram 10 vezes maior que o picaia e agora podiam lutar com os artrópodes. Mas na verdade que assumiu a ponta foram as super-lesmas, que mantiveram o posto pelos 50 milhões de anos seguintes.

A situação só mudou graças a uma idade do gelo. Tudo foi congelado e a água abaixo da camada de gelo ficou aprisionada, com as plantas morrendo e a cadeia alimentar sendo quebrada. Mas o pior foi o degelo, a água doce envenenou os animais e 1/4 deles morreram. Foi um holocausto. Os grandes perdedores foram os moluscos, com 80% de todos eles desaparecendo do planeta. Foi um golpe de sorte. E como nós sobrevivemos?

Vá a floresta e conheça o peripatos, um fóssil vivo de 500 milhões de anos, sobrevivente daquela idade do gelo. A sua vantagem é que ele estava no final da cadeia alimentar e por isso ele sobreviveu.

Nós nesta época eramos simples comedores de carniça e sem os moluscos os mega-artrópodes voltaram para lutar. Conheça o escorpião marinho, o grande predador a 400 milhões de anos atrás. Nada podia atacá-lo e os artrópodos voltaram a ser os reis nos mares.

Mas logo eles seriam derrotados e perderiam para sempre a corrida armamentista. A corrida agora estava em um novo terreno, fora da água. A luta agora era em terra firme. O primeiro artrópode andou na terra, dando um grande passo. Mas o novo mundo era um lugar difícil de sobreviver. Infelizmente não foram encontrados fósseis deste pioneiro, então os pesquisadores fazem o desenho no computador de como eles deveriam ser.

A ironia é que os artrópodos, por terem um exoesqueleto, não podiam crescer muito, no máximo 90 centímetros. E com o clima mais ameno e menos competição, os animais não precisavam de uma armadura.

O diferencial, que fez nós vencermos a corrida armamentista, foi o surgimento do esqueleto interno. Com ele os animais podiam carregar grande peso e o tamanho importava. Os artrópodos começaram a se miniaturizar.

O maior inseto a viver na Terra tinha 3 metros e comprimento e 90 centímetros de largura, mas ele tinha que viver perto de um lago e longe de disputar com um vertebrado o local. Todo o restante da Terra era dos vertebrados e 230 milhões de anos atrás finalmente vencemos a corrida.

Mas como seria o mundo hoje se os artrópodos vencessem a corrida? Os cientístas fazem um artópode partindo de uma vespa e o evoluem. Bem, o mundo seria bem diferente...

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